Conformidade8 min de leitura08 de março de 2026

Como Elaborar o PGTS conforme a RDC 509 da ANVISA

Guia completo para elaborar o Plano de Gerenciamento de Tecnologias em Saúde (PGTS) conforme exigido pela RDC 509/2021. Requisitos, estrutura e como automatizar.

Por Diego Castanon Galeano · Fundador do Vitalis

O que é o PGTS?

O Plano de Gerenciamento de Tecnologias em Saúde (PGTS) é um documento exigido pela RDC 509/2021 da ANVISA que estabelece as diretrizes para gestão de equipamentos médico-hospitalares em estabelecimentos de saúde.

Ele substitui o antigo conceito de "plano de manutenção" por uma visão abrangente do ciclo de vida das tecnologias: desde o planejamento de aquisição até o descarte.

Quem precisa elaborar?

Todo serviço de saúde que possua equipamentos médicos. Isso inclui:

  • Hospitais públicos e privados
  • Clínicas e ambulatórios
  • Laboratórios de análises clínicas
  • Centros de diagnóstico por imagem
  • Unidades básicas de saúde (UBS)

Estrutura do PGTS conforme RDC 509

O PGTS deve conter, no mínimo:

1. Inventário de Tecnologias

Lista completa de todos os equipamentos médicos, incluindo:

  • Identificação (marca, modelo, série, patrimônio)
  • Classificação de risco (criticidade A, B, C)
  • Status operacional
  • Localização física

2. Planejamento de Aquisição

Critérios para incorporação de novas tecnologias:

  • Avaliação de necessidade
  • Análise custo-benefício
  • Compatibilidade com infraestrutura existente

3. Recebimento e Instalação

Procedimentos para:

  • Inspeção de recebimento
  • Testes de aceitação
  • Qualificação de instalação

4. Treinamento de Usuários

Registro de capacitações:

  • Treinamentos operacionais
  • Atualizações periódicas
  • Controle de competências

5. Manutenção Preventiva e Corretiva

Planejamento que inclui:

  • Cronograma de preventivas
  • Calibrações periódicas
  • Testes de segurança elétrica (TSE)
  • Indicadores: MTBF, MTTR, disponibilidade

6. Tecnovigilância

Sistema de notificação para:

  • Eventos adversos
  • Queixas técnicas
  • Recalls de fabricantes

7. Descarte

Procedimentos para desativação e descarte conforme a legislação ambiental e sanitária.

Indicadores Obrigatórios

A RDC 509 exige o monitoramento de indicadores como:

IndicadorDescrição
MTBFTempo médio entre falhas
MTTRTempo médio de reparo
Disponibilidade% do tempo em que o equipamento está operacional
Custo de manutençãoCusto total vs. valor do equipamento
Conformidade% de preventivas executadas no prazo

Como Automatizar o PGTS

Elaborar o PGTS manualmente em planilhas é extremamente trabalhoso e propenso a erros. Um sistema de gestão como o Vitalis automatiza:

  • Inventário: cadastro com dados ANVISA enriquecidos automaticamente
  • Cronograma: agendamento automático de preventivas e calibrações
  • Indicadores: cálculo automático de MTBF, MTTR e custos
  • Tecnovigilância: módulo dedicado para registro de eventos adversos
  • PGTS completo: documento gerado automaticamente com base nos dados reais do seu parque

Conclusão

O PGTS não é apenas uma exigência regulatória — é uma ferramenta de gestão que, quando bem implementada, reduz custos, aumenta a disponibilidade dos equipamentos e melhora a segurança do paciente.

A chave é ter dados confiáveis e atualizados. Sistemas que centralizam inventário, manutenções, calibrações e indicadores tornam o PGTS um subproduto natural da boa gestão, não um documento burocrático.

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